sexta-feira, 30 de maio de 2014

Solidão...


As vezes a gente se cansa de ser sozinha... Se cansa de está sozinha, de falar sozinha, comer sozinha, andar sozinha, ir ao shopping sozinha, de fazer compras sozinha, ter que ir ao mercado sozinha, praticar esportes sozinha... As vezes bate uma aflição, em ter de sentar numa mesa sozinha cheia de cadeiras vazias, chego a perder o apetite... Bate um vazio enorme só de olhar pra cama e saber que terei de deitar e tentar dormir sozinha... Bate um desespero em não ter você aqui pra desabafar, olhando nos olhos e poder falar meus medos, desejos, fantasias, projetos ou apenas pra dar risadas de piadas sem graças, de palhaçadas infantil, de falar bobeiras... Ir a praia, a pracinha ou ao parque se tornou um sacrifício e não um lazer... Ver pessoas felizes, abraçadas, se beijando, trocando carinhos, de repente, se tornou cenas a causar tristeza, angustia, e que só aumentam a solidão... Tudo o que era agradável, se tornou algum sem motivação... Um dia se transforma em  semana e as horas parecem multiplicar-se... E quanto mais insisto nessa insana loucura de ficar aqui parada, tentando enganar a mim mesma, que está tudo bem, mais fica claro que não está nada bem, não tem ninguém bem, não estamos em paz e tão pouco feliz... Não se trata de está ou não em convivência com outras pessoas, e sim, da falta de apenas uma única pessoa... Sinto falta de colo, do seu colo... Sinto falta de você pra dividir a vida, pra gastar as horas, pra fazer grandes ações ou simplesmente fazer nada, pra olhar o céu estrelado num dia de lua cheia ou ficar agarradinhos, cobertos por um edredom em um dia cinzento e frio, aquecendo um corpo com o outro... O que necessito mesmo e mais quero são teus braços, abraços e amaços, é sentir o sabor do mel da tua boca na minha, é tuas mãos em meu corpo me tocando e me acarinhando, teu cheiro misturado ao meu numa troca intensa de prazer, é satisfazer esse nosso desejo indomável que sentimos e que só aumenta a cada segundo, é teu corpo sendo meu fiel cobertor de todas as noites... Solidão se tornou meu nome, saudade é meu sobrenome, por não te ter ao meu lado, junto a mim e mesmo que o tempo passe, o que sinto por ti nunca passará, o amor que tenho por ti, não é como fumaça que o vento leva, espalha e apaga... O que eu sinto por ti é muito mais forte que o meu eu, que minha razão, teu amor se tornou uma fortaleza a minha volta e por mais que tentem abalar o que sinto, é impossível... É como tatuagem, ficará pra sempre, durará eternamente... Tu é meu mundo, minha vida, minha felicidade, minha luz, meu TUDO! De tudo o que quero, desejo, planejo e sonho, tu é minha inspiração e nada será realizado, sem que tu esteja ao meu lado, porque tu é a pilastra do meu mundo, que o mantém de pé, assim como sou a tua...


A cura pra essa solidão, pra essa angústia, sofrimento, desespero, tem nome e sobrenome...


"IRGA"


Autora: Daiane Vieira.
Música de fundo: "O silêncio das estrelas - Lenine".
Ilustração: Google Imagens.

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